Aquele que...

Aquele que tentou e não conseguiu é superior àquele que nada tentou. (Bud Wilkinson)
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quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Ao mestre de canto. Salmo didático dos filhos de Coré


“Como SUSPIRA a corça… assim, por ti, ó Deus, suspira a minha alma ”

“Ao mestre de canto. Salmo didático dos filhos de Coré”.

Dos cento e cinquenta salmos, há doze que são atribuídos aos filhos de Core. Quem são este filhos? Se você retornar ao livro de Números, descobrirá, no capítulo 16, que houve uma rebelião entre os filhos de Israel, a qual foi encabeçada por um homem chamado Core. Ele era da tribo de Levi, ele era um coatita e lhe fora dado o alto privilégio de servir no tabernáculo. No entanto, ele conduziu uma grande rebelião, não apenas contra Moisés e Arão, mas contra o próprio Deus. Core, Datã e Abirão, da tribo de Rúben, e duzentos e cinqüenta líderes da congregação de Israel, se rebelaram contra a ordem de Deus.
Daquela grande rebelião Deus fez algo novo. A terra foi aberta e Core, Datã e Abirão, juntamente, juntamente com aqueles que lhes pertenciam, foram tragados vivos ao Hades. Enquanto os duzentos e cinqüenta líderes estavam tentando oferecer incenso a Deus, eles foram queimados até a morte. Este foi o homem Coré; mas, não é estranho que aqui você descubra que os filhos de Core se tornaram os doces cantores de Israel? Se você ler Números 26.11, você verá que os filhos de Coré foram poupados. Eles não morreram com seu pai. Não sabermos ao certo se estes filhos participaram da conspiração com seu pai ou não; mas, eles se arrependeram. Estes filhos de Core passaram por grande aflição. Eles viram seu pai ser literalmente engolido pela terra e viram as pessoas queimarem até à morte; no entanto eles foram poupados. Foi com temor e tremor que eles compreenderam que foi apenas pela misericórdia de Deus que eles não foram consumidos. Por causa disto, eles ofereceram a si mesmos a Deus de uma forma que pareceu ser mais elevada do que a de muitas outras pessoas. Eles eram os filhos da cruz e haviam passado através dos sofrimentos da cruz. Eles passaram pela morte e da morte para a ressurreição e para a vida. Eles certamente eram os filhos da misericórdia e da graça de Deus. Sendo tocados pela misericórdia e graça de Deu, ao poupá-los, eles se dedicaram a Deus de uma forma muita viva e real.
Se você ler I Crônicas, você verá que eles se tornaram não apenas os porteiros do tabernáculo, mas também se tornaram cantores na casa de Deus. Da sua profunda experiência eles se tornaram os porteiros. Em outras palavras, eles sabiam quem podia entrar na casa de Deus e servi-lO, e quem não podia. Eles sabiam quem podia se aproximar do altar, e quem não podia. Isto não era uma teoria para eles, mas uma experiência, e por causa disto eles eram adequados para este tipo de serviço. De sua profunda experiência eles sabiam como cantar ao Senhor, não como cantores profissionais,como poderíamos pensar, mas eles sabiam como cantar ao Senhor um novo cântico. Eles permaneceram até os dias de Ezequias. Estes foram os filhos de Core.
Muito provavelmente a maior parte destes Salmos foi escrita por Davi, um homem segundo o coração de Deus, um homem que havia passado por tantas experiências, seja nos topos das montanhas, seja em vales profundos; um homem que passara pelo vale da sombra da morte e que esteve na rocha, na torre, no lugar alto. Dessas diversas experiências com Deus, ele derramou seu coração em salmos para cantar a Deus.
Provavelmente Davi escreveu os salmos, deu-os ao mestre de canto para serem colocados em música, e os filhos de Coré os cantavam na casa de Deus.
O Salmo 42 é o primeiro destes salmos dos filhos de Coré. Ele é um salmo didático. Este salmo deve nos ensinar e nos instruir nas coisas de Deus. Ele possui um valor permanente e eterno e é algo que devemos aprender de coração.

I - O CLAMOR A DEUS
“Como SUSPIRA a corça… assim, por ti, ó Deus, suspira a minha alma. A minha alma tem SEDE de Deus… quando irei e me verei perante a face de Deus?” (vers. 1,2). Este intenso desejo por Deus é o fruto do propósito da vontade de buscar apenas uma coisa. “Uma coisa eu buscarei”.
A maioria dos comentaristas crêem que as circunstâncias que envolveram este salmo foram as do tempo quando Absalão, o filho de Davi, se rebelou contra ele. Este acontecimento está registrado em II Samuel, capítulo 15. Absalão foi capaz e reunir o povo contra seu pai e Davi, estando em tal situação de perigo, teve que fugir de Jerusalém, ás pressas.
Davi fugiu de Jerusalém atravessando o rio Jordão para a área TransJordânica. Do sofrimento de seu coração ele escreveu estas palavras: “Como suspira a corça pelas correntes das águas, assim, por Ti, ó Deus, suspira a minha alma”.
Uma corça, ou uma fêmea do veado, ou uma gazela, é um belo animal - ágil em ação, muito sensível, vigilante, alerta; mas o único grande desejo deste animal é a água. Ele suspira pelas correntes das águas. É-nos dito que uma corça busca a água, não apenas para satisfazer a sua sede, mas, quando ela é perseguida por um caçador, ela tenta encontrar a corrente de água para esconder o seu cheiro. Se você observar uma corça em uma corrente de água, poderá ver como a corça anseia por ela e, literalmente, suspira; assim, Davi escreveu: “Como a corça suspira pelas correntes das águas, assim, por ti, ó Deus, suspira a minha alma”.
Davi fora destronado pelo seu filho; ele estava em exílio e provavelmente quando uma pessoa esteja em exílio fique planejando como reconquistar o seu reino, fique planejando a sua vingança. Sem dúvida estaria pensando no que havia perdido - o reino, o trono - mas com Davi era diferente. Ainda que planos fossem estabelecidos, sobre como lutar contra a rebelião e reconquistar o torno e o reino, no entanto, no coração de Davi, o que importava não era o reino, o trono, o povo, a glória, a honra, a riqueza ou a terra. Não! O que estava no mais profundo de seu coração era Deus. Ele não se importava muito com a perda do reino; mas, havia uma coisa pela qual ele suspirava, e esta coisa era Deus. Ele estava disposto a perder todas as coisas, exceto a Deus. Oh, como uma corça, ele tinha sede de Deus. Eles estava, literalmente, palpitando dentro de sua alma por Deus. “Ó DEUS, ONDE ESTÁS? QUANDO IREI E ME VEREI PERANTE A TI? Este era O ÚNICO anseio de seu coração!
Não é esta a condição normal de um filho de Deus? Não deveríamos ter fome e sede de justiça, fome e sede de Deus? Não deveria esta ser a nossa paixão - Deus mesmo? Há uma famosa afirmação dita por Santo Agostinho em sua confissão:
“O Deus, a minha alma é feita para Ti. Eu nunca poderei encontrar descanso para minha alma até que eu descanse em Ti”.

II - O VALE DE LÁGRIMAS E A CENSURA DOS OUTROS
“As minhas lágrimas têm sido o meu alimento, dia e noite, enquanto me dizem continuamente: O teu Deus, onde está?”. O caminho para Sião é sempre pelo vale de lágrimas (Sl 84.5,6). Os outros, ao olharem, não podem entender os tratamentos de Deus com a alma que busca intensamente conhece-lO.
O clamor de Davi era este: “…quando irei e me verei perante a face de meu Deus? As lágrimas se tornaram o seu alimento dia e noite. Queridos irmãos e irmãs, nós realmente derramamos lágrimas, mas frequentemente, por qual propósito? Porque nos compadecemos de nós mesmos. Nós amamos muito a nós mesmos. Quando não obtemos o que achamos que deveríamos, nós choramos. Mas, alguma vez você já derramou lágrimas por Deus, chorando porque você O deseja? “Lágrimas têm sido o meu alimento dia e noite”, e o inimigo vem e diz: “Onde está o teu Deus”? Oh, a necessidade da consciência da Sua presença permanente! Nada mais em sua vida tem real importância. Se Deus está com você, quem pode ser contra você? Não há nada para termos medo; mas, quando você perde a consciência da Sua presença, você realmente está no vale da sombra e da morte. Isto perturbou Davi mais do que qualquer outra coisa.

III - A MEMÓRIA DA EXPERIÊNCIA PASSADA.
“Lembro-me destas coisas e dentro de mim se me derrama a alma, de como passava eu com a multidão do povo e os guiava em procissão à casa de Deus, entre gritos de alegria louvor, multidão em festa”.
Quando você está com problemas e parece que Deus o deixou, provavelmente uma coisa que irá intensificar o seu sofrimento é a recordação de tempos felizes no passado. Parece que isto adiciona angústia a você; mas, por outro lado, lembrar do que Deus fez por você, o levanta de seu lamento. Isto é um paradoxo. De uma forma intensifica o seu pesar e de outra, lhe traz de volta para Deus.
A fé da alma, na hora de tribulação, é mais preciosa para Deus do que até mesmo o louvor e o gozo dos momentos em que ela ia com a multidão para adora-lO.

IV - A ALMA ANCORADA EM DEUS
“Por que estás abatida, ó minha alma? Por que te perturbas dentro em mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, pela saúde do seu semblante”. (vers. 5).* *
O espírito em Davi estava falando à sua alma. A fé estava falando ao medo: “Por que está abatida, ó minha alma? “Na tradução literal se lê: “Por que você se abate, ó minha alma?” Nós pensamos que são as nossas circunstâncias que nos abatem, ou talvez sejam as pessoas ou mesmo os problemas, mas não, é você quem se abate. Você não deve olhar para as suas circunstâncias, para as pessoas, para os problemas ou para dentro de si mesmo. O que você deve fazer é: “…olhando firmemente para Jesus, o autor e consumador da fé…” Quando você faz isto, você é elevado. Seu espírito dirá á sua alma: “Espera em Deus, pois ainda O louvarei”. Em você não há nenhuma esperança, isto é verdade. Nas pessoas você não tem nenhuma esperança ou ajuda, mas Deus é o Deus da esperança.
É uma benção ser trazido ao lugar onde não h á nenhuma esperança senão em Deus.
“Espera em Deus, pois ainda O louvarei…” Isto é fé! Onde há esperança há fé. Davi esperava em Deus, então ele tinha fé de que ainda O louvaria. Ele sabia que Deus o tiraria para fora de todos os problemas.
“…a palavra saúde é também salvação - “pela salvação do seu semblante”, da Sua face. Em outras palavras, Davi sabia que ele ainda veria a face de Deus. Seu espírito começou a se elevar, “Espera em Deus”. Foi aí então que a salvação da face de Deus veio sobre ele. Ele viu a Deus novamente. As nuvens se elevaram e ele viu a face de Deus. Quão saudável era a face de Deus. Assim, queridos irmãos, encontramos aqui Davi e os filhos de Coré em completa harmonia porque eles haviam passado por profundas águas, as quais apenas aumentaram o seu anseio por Deus.

V - AS PROFUNDEZAS DO JORDÃO
“Lembro-me, portanto de ti, nas terras do Jordão…um abismo chama outro abismo…todas as tuas ondas e vagas passaram sobre mim”. (vers. 6 e 7).
“Quando passares pelas águas eu serei contigo; quando pelos rios, eles não te submergirão” (Is 43.2).

VI - O ESPIRITO DE CONFIANÇA E ORAÇÃO
“Contudo o Senhor…misericórdia…e à noite comigo está o seu cântico, uma oração ao Deus da minha vida” (vers 8).
Note que o “cântico é uma oração! Uma oração da alma na noite de sofrimento, como um cântico a Deus.

VII - O RECONHECIMENTO DA OPRESSÃO DO INIMIGO
“Digo a Deus, minha rocha…porque hei de andar eu lamentando sob a opressão dos meu inimigos ?” (ver 9).
É bom discernir o inimigo. A opressão é permitida para ensinar a alma a permanecer na rocha, em simples fé.

VIII - OS INSTRUMENTOS DO ADVERSÁRIO
“Esmigalham-se-me…meus adversários me insultam…O teu Deus, onde está?” (vers 10).
É exatamente assim que Cristo foi insultado no Calvário, quando eles diziam: “confiou no Senhor! Livre-O Ele” (Sl 22.8).

Stephen Kaung : Revista maturidade inverno de 1986

Publicação: 10/08/2007

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Um comentário:

  1. Quando clamo ao Senhor Jesus!!!!
    Jesus responde!!!!!
    A minha alma tem sede de ti!!!!
    Obrigada, Senhor por esse Site!!!
    Deus abençoe, a toda essa equipe que trabalham para ti oh Pai.!!!!

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