Aquele que...

Aquele que tentou e não conseguiu é superior àquele que nada tentou. (Bud Wilkinson)

terça-feira, 27 de agosto de 2013

COMO EVITAR O ESGOTAMENTO DO PROFESSOR



Por Katrina Cassel, M. Ed.


Se você estiver passando por um esgotamento, saiba que irá superá-lo.
Se este não for seu caso, saiba como preveni-lo no futuro!

A Karen acordou cedo. Lutou com o desejo de permanecer na cama por mais algumas horas. Antes a Karen amava levantar-se cedo e rever a lição da Escola Sabatina. Tinha um desejo muito forte de partilhar a Palavra com sua classe dos juvenis.
Muitas vezes a Karen se dedicava a orar por seus alunos durante a semana. Agora questiona se algum de seus alunos de fato ouviu ou mesmo sentiu algum desejo de estar na sua classe, na igreja.
Será que realmente os estava ensinando? A falta de atenção e interesse dos alunos levou-a ao desânimo. Até chegar ao ponto em que estudar a lição, semana após semana, parecia-lhe um desperdício de tempo e esforço inútil.
Esses pensamentos a levaram a se sentir ainda pior. Finalmente, decidiu ligar para a líder da divisão. O simples fato de partilhar seus sentimentos com essa amiga deu-lhe ânimo. A líder não a condenou, antes sugeriu que marcassem alguns encontros para trocar idéias.
A Karen está entre os milhares de professores que passam pelos mesmos sentimentos e preocupações. Ensinar, às vezes, é uma tarefa esmagadora. Quer você esteja ensinando a pré-escolares ou a juvenis, a lição deve ser preparada e ensinada a cada semana. Isso exige tempo, dedicação e perseverança.

SINAIS DE ESGOTAMENTO

Sinto satisfação ao preparar a lição semanal – ou luto para prepará-la?
Dou vida à lição – ou apenas apresento o material?
Preparo e ensino a lição com entusiasmo – ou é apenas algo que eu faço?
Sou positivo na forma como vejo minha classe? – ou temo enfrentar os alunos a cada semana?
Os alunos fazem perguntas que me desafiam – ou eles me perturbam?

AS MESMAS VELHAS ROTINAS

Maria está diante de seus alunos. “Peguem suas Bíblia e juntos vamos ler nosso verso em Gênesis”, ela fala em tom monótono. Os alunos escorregam na cadeira.
Eles repetem a mesma velha rotina a cada semana. Primeiro, lêem a passagem. Então, ela conta a história. Depois revêem o verso Bíblico da semana. Finalmente, chega a hora de encerrar a classe e eles vão para a nave da igreja para assistir ao culto. Os trinta minutos se assemelham a uma eternidade. Tanto a Maria quanto os alunos se sentem enfadados e frustrados. Deve haver alguma forma melhor de ensino do que essa.
O esgotamento é resultado dessas velhas rotinas. Varie sua apresentação. Providencie roupas para que seus alunos possam vestir e encenar a história. Ajude-os a escreverem a história no formato de peça. Ensaiem e se apresentem em outra classe. Utilize o debate e a discussão com alunos mais velhos. Incorpore vídeos e música em suas lições. Tente algo novo, pelo menos uma vez por mês para corresponder às expectativas de sua classe.

TRABALHAR SOZINHO

O Marcos franze a testa diante da lição. Olha para o relógio, são 11 horas da noite, ele tem de ensinar a lição na classe na próxima manhã. Além disso, tem de organizar as equipes para as atividades missionárias, escolher as pessoas que irão trabalhar na próxima conferência e prover alojamento para as famílias que estão vindo para participar nesse programa.
Marcos colocou a cabeça entre as mãos.
Por que sempre tinha tanto a fazer?
Onde poderia encontrar mais tempo?
Ele acabava ficando acordado até altas horas da noite e passava pouco tempo com sua família.
Outra causa para o esgotamento é fazer muito sozinho. Se você ensina sozinho, peça a um amigo ou cônjuge para ajudá-lo em suas atividades. Se você ensina crianças pequenas, um adolescente pode ajudar – para o benefício dele como também do seu.

Seja criativo.

Um adolescente pode liderar os hinos;
outro pode ensinar o verso bíblico.
Peça a seu assistente para ajudá-lo na disciplina ou para ensinar parte da lição.
Nas classes com crianças mais velhas, o assistente pode apresentar o material introdutório ou parte da lição. Se isso não for possível, peça a um membro da classe para estudar uma passagem bíblica ou uma parte da lição e apresentá-la à classe.
Considere a possibilidade de eliminar os projetos extras que consomem seu tempo.
 Sugira a outros para tomar o seu lugar. Isto lhe irá permitir usar seu tempo onde ele é mais necessário, e ver que outros também estejam envolvidos.

VOCÊ TAMBÉM PRECISA DE ALIMENTO

A Janete olhou para o relógio. “A lição terminou, vamos orar”, ela disse rapidamente. Tinha de correr e tocar o piano para o início do culto.
Hoje não é meu dia, ela pensou. Ela deveria ter preparado um bolo na sexta-feira para o almoço na igreja, mas esteve tão ocupada na sexta-feira que não teve tempo. Estava tão cansada que não conseguira acordar cedo e assim não lhe foi possível ler a Bíblia e orar antes de sair para a igreja. Como seria maravilhoso se eu tão somente pudesse sentar-me e apreciar os hinos e a mensagem, ela considerava em seu coração enquanto ouvia o canto congregacional.

O esgotamento ocorre quando você está constantemente dando e não recebendo suficiente alimento espiritual. O estudo pessoal da Bíblia e a oração são vitais para alimentá-los espiritualmente. É também importante assistir regularmente aos cultos da igreja. Se você trabalha com o Clube dos Desbravadores, com o coral e ajuda no programa dos juvenis, talvez esteja deixando de lado suas necessidades espirituais. Você deve ser espiritualmente alimentado. Não se sobrecarregue com muitas atividades a ponto de perder continuamente o culto. Permita-se a possibilidade de ouvir a Palavra e de desfrutar do companheirismo dos demais crentes.

O QUE VOCÊ ENTENDE POR AJUDA?

A Karen terminou o ensino da lição e olhou para sua classe. Todos estavam com os olhos pregados nela. Seus olhos brilhavam cheios de interesse! A reunião da Karen com sua supervisora lhe havia dado novas idéias para agir com os alunos. A líder havia sugerido algumas perguntas para serem usadas durante a lição, retomando a lição da semana anterior.
Ela ajudou a Karen a escrever parte da lição para ser ensinada com encenação. Melhor ainda, ela pediu para que a Michele, uma jovem da igreja, a ajudasse. A Michele tinha muitas idéias e era muito animada. Amava ao Senhor e desejava ter um lugar onde ajudar. Ela organizou os testes bíblicos dando à Karen a possibilidade de se organizar para o ensino da lição.
Que alegria a Karen sentiu quando viu os alunos deixarem a classe entusiasmados a respeito da lição. A Karen suspirou e leu novamente o verso que havia ensinado aos alunos:
 “Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão”
 (I Coríntios 15:18).

Você deve ser espiritualmente alimentado. Não se sobrecarregue com muitas atividades a ponto de perder continuamente o culto. Permita-se a possibilidade de ouvir a Palavra e de desfrutar do companheirismo dos demais crentes.

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RUBEM ALVES: A ARTE DE PRODUZIR FOME



Adélia Prado me ensina pedagogia. Diz ela: "Não quero faca nem queijo; quero é fome". O comer não começa com o queijo. O comer começa na fome de
comer queijo. Se não tenho fome é inútil ter queijo. Mas se tenho fome de queijo e não tenho queijo, eu dou um jeito de arranjar um queijo...

Sugeri, faz muitos anos, que, para se entrar numa escola, alunos e professores deveriam passar por uma cozinha. Os cozinheiros bem que podem dar  lições aos professores. Foi na cozinha que a Babette e a Tita realizaram suas feitiçarias... Se vocês, por acaso, ainda não as conhecem, tratem  de conhecê-las: a Babette, no filme "A Festa de Babette", e a Tita, em "Como Água para Chocolate". Babette e Tita, feiticeiras, sabiam que os banquetes não começam com a comida que se serve. Eles se iniciam com a fome. A verdadeira cozinheira é aquela que sabe a arte de produzir fome...

Quando vivi nos Estados Unidos, minha família e eu visitávamos, vez por outra, uma parenta distante, nascida na Alemanha. Seus hábitos germânicos eram rígidos e implacáveis.

Não admitia que uma criança se recusasse a comer a comida que era servida. Meus dois filhos, meninos, movidos pelo medo, comiam em silêncio.
Mas eu me lembro de uma vez em que, voltando para casa, foi preciso parar o carro para que vomitassem. Sem fome, o corpo se recusa a comer.
Forçado, ele vomita.

Toda experiência de aprendizagem se inicia com uma experiência afetiva. É a fome que põe em funcionamento o aparelho pensador. Fome é afeto. O pensamento nasce do afeto, nasce da fome. Não confundir afeto com beijinhos e carinhos. Afeto, do latim "affetare", quer dizer "ir atrás". É o movimento da alma na busca do objeto de sua fome. É o Eros platônico, a fome que faz a alma voar em busca do fruto sonhado.

Eu era menino. Ao lado da pequena casa onde morava, havia uma casa com um pomar enorme que eu devorava com os olhos, olhando sobre o muro. Pois
aconteceu que uma árvore cujos galhos chegavam a dois metros do muro se cobriu de frutinhas que eu não conhecia.
Eram pequenas, redondas, vermelhas, brilhantes. A simples visão daquelas frutinhas vermelhas provocou o meu desejo. Eu queria comê-las.

E foi então que, provocada pelo meu desejo, minha máquina de pensar se pôs a funcionar. Anote isso: o pensamento é a ponte que o corpo constrói a fim de chegar ao objeto do seu desejo.

Se eu não tivesse visto e desejado as ditas frutinhas, minha máquina de pensar teria permanecido parada. Imagine se a vizinha, ao ver os meus olhos desejantes sobre o muro, com dó de mim, tivesse me dado um punhado das ditas frutinhas, as pitangas. Nesse caso, também minha máquina de pensar não teria funcionado. Meu desejo teria se realizado por meio de um atalho, sem que eu tivesse tido necessidade de pensar. Anote isso também: se o desejo for satisfeito, a máquina de pensar não pensa. Assim, realizando-se o desejo, o pensamento não acontece. A maneira mais fácil de abortar o pensamento é realizando o desejo. Esse é o pecado de muitos pais e professores que ensinam as respostas antes que tivesse
havido perguntas.

Provocada pelo meu desejo, minha máquina de pensar me fez uma primeira sugestão, criminosa. "Pule o muro à noite e roube as pitangas." Furto, fruto, tão próximos... Sim, de fato era uma solução racional. O furto me levaria ao fruto desejado. Mas havia um senão: o medo. E se eu fosse pilhado no momento do meu furto? Assim, rejeitei o pensamento criminoso, pelo seu perigo.

Mas o desejo continuou e minha máquina de pensar tratou de encontrar outra solução: "Construa uma maquineta de roubar pitangas". McLuhan nos ensinou que todos os meios técnicos são extensões do corpo. Bicicletas são extensões das pernas, óculos são extensões dos olhos, facas são extensões das unhas.

Uma maquineta de roubar pitangas teria de ser uma extensão do braço. Um braço comprido, com cerca de dois metros. Peguei um pedaço de bambu.
Mas um braço comprido de bambu, sem uma mão, seria inútil: as pitangas cairiam.

Achei uma lata de massa de tomates vazia. Amarrei-a com um arame na ponta do bambu. E lhe fiz um dente, que funcionasse como um dedo que segura a fruta. Feita a minha máquina, apanhei todas as pitangas que quis e satisfiz meu desejo. Anote isso também: conhecimentos são extensões do corpo para a realização do desejo.

Imagine agora se eu, mudando-me para um apartamento no Rio de Janeiro, tivesse a idéia de ensinar ao menino meu vizinho a arte de fabricar maquinetas de roubar pitangas. Ele me olharia com desinteresse e pensaria que eu estava louco. No prédio, não havia pitangas para serem roubadas.
A cabeça não pensa aquilo que o coração não pede. E anote isso também: conhecimentos que não são nascidos do desejo são como uma maravilhosa
cozinha na casa de um homem que sofre de anorexia. Homem sem fome: o fogão nunca será aceso. O banquete nunca será servido.

Dizia Miguel de Unamuno: "Saber por saber: isso é inumano..." A tarefa do professor é a mesma da cozinheira: antes de dar faca e queijo ao aluno, provocar a fome... Se ele tiver fome, mesmo que não haja queijo, ele acabará por fazer uma maquineta de roubá-los. Toda tese acadêmica deveria ser isso: uma maquineta de roubar o objeto que se deseja...

Rubem Alves, 68, é educador e psicanalista. Está relendo "O Livro dos Seres Imaginários", de Jorge Luis Borges. Acabou de escrever um livro
para suas netas —uma máquina do tempo a viajar pelo seu mundo de menino. Conta da casa de pau-a-pique, do fogão de lenha, do banho na bacia.
Lançou "Conversas sobre Política" (Verus).

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quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Brinquedos Essenciais Para Cada Fase da Vida do Bebê


Quais os melhores brinquedos para esta fase?

Enquanto são bebês (dos zero aos 23 meses), o desenvolvimento ocorre de forma muito acelerada. Cada mês é uma descoberta. Logo no início,
brinquedos que estimulam a audição e a visão, como móbiles e chocalhos, são os mais indicados. Em seguida, entram em cena peças para encaixe,
que estimulam a coordenação motora por tentativa e erro, e os bonecos.

Veja a seleção de brinquedos orientada por Melina Blanco Amarins, psicóloga responsável pela brinquedoteca do Hospital Israelita Albert Einstein; e Teresa Ruas, terapeuta ocupacional especialista em desenvolvimento infantil.

Móbile

O mobile é quase sempre o primeiro brinquedo pelo qual um bebê se interessa. Isso porque, embora não consigam usá-los de forma muito complexa, desde os primeiros dias de vida, as crianças já têm os sentidos bastante aguçados. Quando posicionados ao alcance da visão (até um palmo ou cerca de 20 centímetros de distância do nariz durante o primeiro mês, distância que, a partir de então aumenta progressivamente), objetos de cores fortes e marcantes tornam-se muito interessantes.
Aqueles com músicas são ainda mais bacanas porque estimulam também a audição. Entretidos, os recém-nascidos costumam se acalmar e até pegar no
sono tranquilamente.
Ao escolher um móbile, uma boa ideia é observá-lo de baixo, pela mesma perspectiva do bebê, e checar se ele é mesmo atraente. Mas fique atento: por volta dos 5 meses, o brinquedo torna-se perigoso porque a criança já consegue alcançá-lo e agarrá-lo e pode derrubá-lo sobre si.

Chocalho

Nos primeiros meses de vida, enquanto não consegue agarrar objetos, o chocalho funciona como um meio de interação entre os adultos e os bebês.
Prendem a atenção dos pequenos ao estimular a audição e também a visão, sobretudo quando são coloridos. O ideal é escolher aqueles feitos de material macio, como tecido ou borracha, para que, em geral a partir dos 4 meses, possam ser manuseados e levados à boca com segurança.

Brinquedos de encaixe

A coordenação motora é estimulada quando a criança tem em mãos potes, caixinhas ou peças de montar, empilhar e encaixar. No início, por volta dos 7 meses, por tentativa e erro, descobrem as possibilidades que o brinquedo oferece: encaixar, empilhar, manusear, bater. É quando eles estudam o brinquedo procurando entender como se faz para que um fique sobre o outro, por exemplo. Surgem, então, pequenas torres, que logo são destruídas - faz parte da brincadeira! A partir de 18 meses, a graça é descobrir as formas, cores e tamanhos. Alguns desses brinquedos acompanham a criança até por volta dos 5 anos. É o caso dos kits de panelinhas e dos Legos Duplo.

Brinquedos de trajetória

Por volta dos 9 meses, os bebês percebem, por tentativa e erro, o que é necessário para atingir determinados objetivos. Entram, aí, os chamados brinquedos de trajetória em que objetos pequenos percorrem determinado caminho para causar um efeito ou atingir algum ponto. Há, por exemplo, bonecos (palhaços, animais, entre outros) com buracos onde a criança deve encaixar formas geométricas que saem em outra extremidade do brinquedo e podem disparar sons divertidos.

Brinquedos musicais

Ao brincar com objetos que produzem sons, as crianças estimulam sua audição e também atenção. Para os menores, com até 9 meses, os mais indicados  são os macios, feitos de pano ou borracha, para que possam ser manuseados e levados à boca sem apresentar perigo. A partir desta idade, já é possível entregar aos bebês brinquedos mais sofisticados, com botões ou teclas. Eles adoram "compor" suas próprias músicas e, já mais velhos, incluem os instrumentos em rodas de dança e canto.

Bonecos de pano e fantoches

Bonecos são brinquedos que vão acompanhar os pequenos por praticamente toda a infância. Não à toa é um marco o momento em que as meninas abandonam as bonecas e os meninos suas miniaturas de super-heróis, sinal de que alguém ali não é (ou não quer ser) mais criança. Enquanto isso não ocorre, porém, tais brinquedos são dos mais importantes para o desenvolvimento emocional. Os bebês atraem-se pelas feições e alguns adotam um boneco ou bichinho de pano como seu brinquedo inseparável.
Além disso, bonecos também são um meio pelo qual a criança traduz o mundo adulto para sua realidade para compreendê-lo melhor. É natural e esperado que meninos e meninas imitem seus cuidadores ao brincar com bonecas ou soldadinhos de chumbo. Nessa primeira fase da vida, os modelos mais indicados são as versões de bebês leves e macios e os bichos de pelúcia ou pano.

Crédito: Cintia Sanchez

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Por que Educar não é Brincadeira...


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